A Fórmula-1 voltou à Globo após cinco anos na Band, embora a proposta em dinheiro da Record fosse maior, e sem a icônica dupla Reginaldo Leme e Galvão Bueno, este atualmente no SBT, onde irá narrar alguns jogos da Copa do Mundo 2026, incluindo as partidas da seleção. Os dois foram os responsáveis por transmitirem os títulos de Ayrton Senna (1988/1990/1991) até o fatídico acidente do piloto brasileiro em 1º de maio de 1994 na Curva Tamburello, no GP de San Marino, no circuito de Ímola, na Itália.
Se estivesse vivo, um dos maiores ídolos do esporte brasileiro completaria, neste sábado (21) 66 anos. O que poucos lembram é que há 35 anos, em meados de 1991, o então bicampeão da F1 era envolvido uma "rede de intrigas" que já durava oito meses entre Galvão e Reginaldo após se recusar a conceder entrevistas para o comentarista/repórter. Ganhando, aliás, o apoio do amigo narrador, que encarou problemas de saúde no fim de 2025.
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O termo "rede de intrigas", aliás foi usado pela revista "Veja" (26 de junho de 1991), que apontava ainda que a convivência Galvão-Reginaldo se tornara "impossível": "(Eles) só se falam durante as transmissões e, mesmo assim, a milhares de quilômetros de distância". Com isso, o comentarista chegou a fazer seu trabalho dos estúdios da Globo-RJ nas corridas do Canadá e México, nos dias 2 e 16 de junho, ambas sem pole position e nem vitória de Senna, rival histórico de Nelson Piquet.
Com isso, o tempo de narração de Galvão aumentou e os comentários de Reginaldo ficaram com quantidade menor de informação. No meio da polêmica, Ciro José, diretor de esportes da Globo disparou: "O desentendimento com Senna tem que ser resolvido pelo Reginaldo. Isso é um assunto pessoal dele e não da Globo".
De acordo com a revista, tanto Reginaldo quanto Galvão estavam proibidos de falarem da briga entre eles e recordou a amizade entre Senna e o comentarista/repórter. Lembrando ter sido ele o anfitrião do piloto em vários "circos" da F-1 na época de quase anonimato do futuro ídolo. Mas porque, então, houve a briga Senna x Reginaldo?
Em 1990, em Monza, na semana do GP da Itália, um jantar reuniu Reginaldo e Galvão. Na mesa ao lado, brasileiros do setor do automobilismo, inclusive o empresário/ex-piloto Mário Pati Jr., o Keko. "O pessoal estava dividido entre quem torcia para o Piquet e quem torcia para o Senna e pintou muita gozação para cima dos pilotos", disse ele, fã de Piquet e que fez "mais ironias" a respeito de Senna, nas palavras da publicação.
"Lúcia (então mulher de Galvão), segundo relato de participantes do jantar, reagiu aos gritos, exigiu e conseguiu que Keko fosse tirado da mesa. Os ecos da noitada chegaram a Senna, que soube também que Reginaldo não o defendera das ironias", acrescentou a "Veja".
Lúcia (mãe de Cacá Bueno) negou ter contado o que ouviu e a não reação de Reginaldo a Senna, por "não gostar de fofoca", mas afirmou que sempre iria defender um amigo ofendido em sua presença. Por outro lado, o rompimento Senna-Reginaldo aconteceu assim que o então bicampeão soube da conversa no restaurante.
Em um outro contorno, o banco que patrocinava o piloto brasileiro escolheu uma produtora do casal Galvão e Lúcia para gravar um vídeo institucional com o ídolo das pistas
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